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13/06/2012

SER ATLETICANO













Ser atleticano e ter paixão
Em amar o Atlético Mineiro
É torcer para qualquer time
Que jogar contra o cruzeiro
É sempre ter a esperança
De ser campeão Brasileiro

Ser atleticano é vibrar
Na geral ou arquibancada
E ouvir do outro lado
Que somos cachorrada
E responder em tom maior
Cala boca bicharada

Ser atleticano é vestir
O seu sagrado manto
E se o glorioso perder
Com ele enxugar o pranto
Não importa o tecido
Sendo ele preto e branco

Atleticano é torcedor fiel
Mesmo quando foi rebaixado
Torceu com mesmo vigor
Não ficou chateado
Sabia que a segundona
Logo ia virar passado

Ser Atleticano é torcer para:
O primeiro campeão Mineiro
Que por mérito também foi
O primeiro campeão Brasileiro
E o Dario Peito de Aço
Sendo o grande artilheiro

Ser Atleticano é torcer
Como em 78 sofreu
Que por erro de critério
Foi vice, mas não mereceu
Tinha que ser campeão
Pois nenhum jogo perdeu

Foi empate na final
Empate na prorrogação
Ziza e Alves converteram
Os pênaltis da decisão
Márcio, Joãozinho e Cerezo
Calaram todo o Mineirão

Ser Atleticano é torcer
Em casa ou no Mineirão
É sentir pura adrenalina
Pelo rádio ou televisão
E na hora daquele gol
Sentir a mesma emoção

Ser Atleticano é torcer
Para o time que sofreu
O maior roubo da historia
Que no futebol aconteceu
Foi o Sr. Jose Roberto Wright
Que essa tristeza nos deu

Foi na Libertadores de 81
Imagina o que o juiz fez
Disputava com Flamengo
A liderança do grupo três
Sem perder uma partida
Expulsou cinco de uma vez

Foi expulso o Reinaldo
O Eder, Palhinha e Chicão
O técnico e todo banco
Também foram na confusão
O João Leite forçou a sua
Para não virar humilhação

Aos 35 do primeiro tempo
O jogo então foi encerrado
O Flamengo ficou com vaga
Mesmo sem ter ganhado
O Atlético mais uma vez
Sem perder foi eliminado

Mas Atleticano não desiste
Porque ama de coração
Um sentimento tão forte
Que chega a virar paixão
Dormindo ou acordado
Sonha em ser campeão

Ser Atleticano e cantar o hino
Perto da Galoucura sentar
Ouvir o radio na Itatiaia
Com Mário Henrique vibrar
Balançando a bandeira
Sempre que o galo marcar

Quando Jesus Cristo voltar
Como humano aqui viver
Vai perguntar ao Pai
- Senhor gostaria saber
Qual um time de raça
Para que eu possa torcer

Deus responderá resoluto
Levantando o seu cajado
Com o uniforme do Galo
Devidamente trajado
- Filho que não seguir ao pai
Tem que ser excomungado.

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27/02/2012

O PRIMEIRO EXAME DE PROSTATA




Nicanor  fez quarentão
E ficou bem agoniado
Inquieto e sem lugar
Bastante preocupado
Sabia que era momento
Para alguns um sofrimento
Um médico tinha marcado

É que nesta idade
Para o devido cuidado
Um exame de próstata
No homem é necessário
Ele é de prevenção
Para quem tem preocupação
De um câncer ser evitado

Ele guardara segredo
Pois é uma coisa delicada
Se contasse aos amigos
Seria motivo de risada
Pois todos iriam saber
O que ia acontecer
Ia ganhar uma dedada

Já lhe haviam contado
Como é o procedimento
Mas não estava preparado
Para o delicado momento
É que não conhecia o doutor
Por isto medo e pavor
Era o seu sentimento

A maior preocupação
Que se via no seu rosto
Fazer um exame necessário
Mesmo a contra gosto
Se o médico era miudinho
Assim seria magrinho
Para não ter o dedo grosso

Chegado o dia do exame
Entrou na sala reprimido
Entregou os documentos
Num canto ficou encolhido
Todo medico que passava
Para o dedo Nicanor olhava
Se era grosso ou comprido

Foi uma infinidade
Até sua hora chegar
Não estava aguentando
De tanto esperar
Pensava com certo medo
Imaginando qual era o dedo
Que ia lhe cutucar

A moça então disse
- Sr. Nicanor pode entrar
A sala é a esquerda
O médico esta a esperar
E ele meio sem querer
Chegou da porta para ver
Quem ia lhe consultar

E quase desistiu do exame
Quando viu  o doutor
Fez cara de espanto
Ao mesmo tempo  pavor
É que ele era grandão
Tinha um enorme dedão
E imaginou sua dor

- Sente-se fique a vontade.
Disse o médico educado
Olhando só para o dedão
Nicanor ficou incucado
Pensando como ia ser difícil
Introduzir no seu orifício
E ainda ficar machucado

Pegando a ficha do paciente
Disse o doutor apressado
- Abaixe as calças e a cueca
E me espere ali deitado
Chegada a hora fatal
Momento do toque retal
No traseiro do pobre coitado

Nicanor suava frio
Pacato e bem inibido
É que para estranhos
Nunca tinha se despido
Pediu a Deus para ajudar
Se não o dedão ia chegar
No fundo do seu umbigo

- O Sr só tem quarenta?
Não precisa a roupa tirar
Ainda não tem idade
Para a próstata tocar
Um exame vou pedir
Para no sangue medir
O seu nível de PSA

Nicanor respirou fundo
Ficou bem aliviado
Pegou a guia do exame
E saiu bem apressado
E aprendeu a lição
Para quando for cinquentão
Tomar o devido cuidado.


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22/01/2012

O PRESENTE DO PADRE



O padre da minha cidade
Por pouco não perde a batina
Não por sua culpa
Mas sim de uma menina
Que não tinha muita atenção
Provocou grande confusão
Com a irmã Albertina

Transferido para o Vaticano
Resolveu a irmã presentear
Como ela é muito friorenta
Um par de luvas foi comprar
E o presente foi além
Comprou uma touca também
E um cartão para acompanhar

Uma delicada mensagem
Pediu para junto embrulhar
Queria que ficasse junto
Quando no Brasil chegar
Ela já tem certa idade
Conhecida na cidade
O presente ia lhe agradar


A balconista distraída
Quando o presente separou
Pegou a cartinha do padre
A outro embrulho anexou
E neste pacote continha
Uma minúscula calcinha
E assim o presente ficou

Entregou tudo fechado
Ao reverendo Anacleto
Que voltava para Brasil
Na hora estava por perto
Pois ia entregar a irmã
No outro dia de manhã
O delicado objeto

A irmã ao abrir o presente
Ficou bem assustada
Quando viu o remetente
Ficou mais indignada
O presente não convém
Uma calcinha quem têm
Uma coelhinha bordada

E ainda tinha uma frase
Bem na frente dizendo
“Pode vir quente
Que eu estou fervendo”
Estaria eu sonhando
Não estou acreditando
No que estou vendo

Para complicar a situação
Escreveu o padre inocente
Que queria ser o primeiro
A vê-la usando o presente
Que nela ia enfiar a mão
Ficar com ela um tempão
Para ver ser ficava quente

E ainda dizia o bilhete
Que ela ia gostar bastante
De usar nas ruas da cidade
Pois ia ficar elegante
Mas na igreja ao entrar
Na porta deverá retirar
O referido presente

E quando fosse a Roma
Usasse sem nada tampar
Deixando-a bem a vista
Para poder mostrar
Todos iam ficar olhando
Quando estiver passando
Até o Papa vai gostar.

Quanto mais lia o bilhete
Mais se indignava
Sua face enrubescia
E se auto indagava
Como um homem honrado
Tinha virado safado?
Ela jamais imaginava

Também dizia o bilhete
Para segredo ela guardar
Quem lhe deu o presente
Para ele não se complicar
As irmãs do convento
Ao vê-la usar em um evento
Poderiam não gostar

A irmã séria e comprometida
Não estava a acreditar
Como um presente daquele
Poderia ela ganhar
De quem com tanta devoção
Já rezou tanta oração
Diante de um altar

No bilhete ele explicava
Qual a sua versão
Para escolher o tamanho
Tomou uma decisão
Fechou os olhos calculou
Da Irmã ele lembrou
Mediu pela imaginação

A irmã então resolveu
Ir à igreja se confessar
Pois aquela situação
Não podia mais agüentar
E no confessionário
Disse Anacleto o vigário
Filha estou a escutar

È aquele presente Padre
Que o Senhor veio entregar
Não condiz com minha pessoa
Não posso ele aceitar
Se usar o tal presente
Que acho tão indecente
Estarei eu a pecar

Quando estava comprando
Na hora eu estava presente
Achei uma útil lembrança
Um excelente presente
Inclusive experimentei
Ficou certinha gostei
E nada de indecente

Minha filha é só uma luva
Para poder esquentar a mão
O presente enviado
Pelo nosso querido irmão
Não há nada de errado
E, se isto for pecado
Deus lhe dará o perdão

Desfeito o desentendido
Ela chegou a conclusão
Foi uma troca de presentes
Sem trocar o cartão
A tranqüilidade voltou
Tudo não passou
De uma simples confusão.

=^=  =^=  =^=  =^= =^=

14/11/2011

O BOTO COR DE ROSA






La para os lados do Amazonas
Dizem que um peixe cor de rosa
Sai da água e vira homem
Cheio de charme e todo prosa
Deixando qualquer mulher
Descontrolada e polvorosa

Geralmente acontece a noite
Na hora do baile animado
Que o misterioso peixe
Em charmoso e perfumado
Elegante e bem vestido
Homem é transformado

Dizem que é do tipo polido
Bonito e muito educado
Com as suas preferidas
Chega a ser delicado
Gosta tanto de mulheres
Que chega a ser um tarado

Não importa se é solteira
Ou noiva que vai casar
Bem casada, prostituta
Ou mesmo tico-tico no fubá
Quando o peixe vira homem
Quer uma para namorar

Chega mansinho e sorrateiro
Para ninguém desconfiar
Escolhe a sua preferida
E a convida para dançar
E antes de acabar a musica
A moça já esta a lhe beijar

Conversa vem, conversa vai
E a moça escutando
Promessa vai, promessa vem
E ela se encantando
É antes do final do baile
Já estão se namorando

Quando chega a madrugada
E o baile no finalzinho
Os dois bem envolvidos
Convida-a de mansinho
Para passear na praia
E fazer mais um peixinho

Os dois ficam a vontade
Ate quase o amanhecer
É quando os dois cansados
Na areia vem adormecer
Essa é à hora oportuna
Para o peixe desaparecer

É o que dizem as mulheres
Que na barriga vem carregar
Um filho do primeiro homem
Que lhe convida para dançar
E não resiste o seu charme
Acabando por se entregar

É apenas uma lenda
Mas serve para justificar
O feito da mulherada
Que não agüenta segurar
Quando vê um bonitão
Vai logo se assanhar

E o pobre e inocente boto
Fica como sendo o culpado
Pelo erro da meretriz
Que deveria ter pensado
Não sair com qualquer um
Sem o devido cuidado.

><(((((( º >

04/05/2011

COPA DE 2014

A copa de dois mil e quatorze
Será mesmo aqui no Brasil
Um evento internacional
Que a CBF conseguiu
Poderemos ver coisas hilarias
Por essa decisão imbecil

Em doze capitais Brasileiras
Os jogos se realizarão
Podemos até imaginar
O tamanho da confusão
Que certamente ocorrerá
Devido a multidão

São Paulo, Rio de Janeiro
Brasília, Recife, BH
Curitiba, Porto Alegre
Fortaleza, Cuiabá
Natal, Manaus, Salvador
Também vão participar

Aqui não teremos problemas
Com terremotos ou vulcões
Mas haverá um Tsunami
De gente com mas intenções
Ao ver grandes jogadores
Detentores de milhões

Os aeroportos das capitais
Na época de feriadão
Não conseguem atender
Seu próprio cidadão
Calcule então na copa
Com os milhares que virão

O país terá muita gente
De várias origens conhecidas
Um simples e tranqüilo passeio
Pode ser um ato suicida
Porque aumenta a possibilidade
De achar uma bala perdida

Para detonar uma greve
É uma época propícia
Pode ser de Pilotos
Motorista, ou Taxista
Metroviário, Aposentado
Porque não até da Polícia

Corremos um grande risco
Que poderá acabar mal
Será que estamos preparados
Para uma copa mundial
O evento poderá transformar
Em um vexame nacional

A vinda de tanta gente
De renome e afortunada
Desperta grande interesse
Uma Idéia pode ser maquinada
Escolher importante pessoa
Para aqui ser seqüestrada

E se for seqüestrar alguém
Vão apostar muita ficha
Mesmo sabendo que o Messi
É uma pessoa muita rica
Pegarão logo o Joseph Blatter
O presidente da FIFA

Pior será se o resgate
Não for um certo milhão
O que será vergonha e pior
Para toda nossa nação
Se o meliante for um fanático
Exigir o Brasil campeão

É notícia para todo mundo ler
Ninguém pode dizer que não
Atraso na reforma dos estádios
Um time pode ser campeão
Acredite prezado cidadão
No meio de uma construção

Não vou nem passar perto
Onde os Estados Unidos jogar
Depois que os Americanos
O Bin Laden vieram a matar
Vai que Al-Qaeda apareça
Exploda o estádio para vingar

Veremos coisas absurdas
Não se assuste se acontecer
No meio de uma decisão
Entrar um cidadão a correr
Desviando dos seguranças
Pelado só para aparecer

Se o juiz cometer um erro
Ou se tiver uma jogada viril
A torcida vai pegar pesado
Se for contra o Brasil
Vão atirar coisas no campo
E xingar puta que pariu

Não se assuste se um time
Jogar com camisa emprestada
Pode acontecer no aeroporto
De a bagagem ser desviada
Ou se no próprio hotel
As malas serem furtadas

Me envergonharei de ver
Atraso para iniciar um evento
Com transmissão ao vivo
E tiver prorrogação do tempo
Porque a delegação atrasou
Presa no congestionamento

Nada disso eu desejo
Espero estar enganado
Quero que o Brasil de show
Dentro e fora do gramado
Que tudo acima descrito
Seja só um cordel engraçado.

19/12/2010

REDUNDÃNCIA OU PLEONASMO

Redundância ou Pleonasmo
É a mesma idéia repetida
Em uma pequena frase
De certa forma descabida
Em situações tão comuns
Que passam despercebidas

Existe também a Tautologia
Que são formas de falar
Ou mesmo de escrever
Sem o redator notar
Que repete a mesma idéia
Na hora de comunicar

Ao exercitar sua retórica
Tente deste cordel lembrar
Ele não é recomendado
Na hora de escrever ou falar
Portanto no dia a dia
Evite estas frases citar

Vou sair para fora
Subir para cima é fato real
Descer para baixo
Por consenso geral
E entrar para dentro
Na Prefeitura Municipal

O segredo secreto
A metade igual
As estrelas do céu
O acabamento final
Todos foram unânimes
Que vereador é municipal

Hemorragia de sangue
Com a demência mental
Degenerando para pior
O protagonista principal
Há muitos anos atrás
Chegou a conclusão final

Uma novidade inédita
Vai seguindo em frente
A Viúva do falecido
Deu previsão para futuramente
Com sorriso nos lábios
Deferiu favoravelmente

Teve de enfrentar de frente
Um plebiscito da população
Há cinco anos atrás
Prevendo de antemão
Comparecer pessoalmente
Como elo de ligação

É sonhar um sonho
Exultando de alegria
Repetir de novo
No amanhecer do dia
E gritando bem alto
A minha autobiografia

Vi com meus próprios olhos
Demasiadamente excessivo
Ganhando totalmente grátis
O monopólio exclusivo
A seu critério pessoal
Sorrindo aquele riso

Foi um fato verídico
Decapitar a cabeça da coitada
Não tenho certeza absoluta
Encarar cara a cara
Na brisa matinal da manhã
Como surpresa inesperada

Se antecipar para antes
É retornar de novo ser criança
A última versão definitiva
Derradeira e última esperança
Numa multidão de pessoas
Criação da nova aliança

Relação bilateral entre dois
Planos e projetos para o futuro
Com empréstimo temporário
Introduzir dentro é duro
Detalhes minuciosos
Labaredas de fogo no escuro

Este é o último verso
Mas nem precisa dizer
Você esta acompanhando
Logicamente vai perceber
Depois da ultima linha
Não tem mais nada para ler.

22/11/2010

CONTAGEM DAS ABÓBORAS

ESTE CORDEL É UMA HOMENAGEM QUE  DEDICO A CIDADE DE CONTAGEM/MG

















A Coroa Portuguesa
Com nosso país ocupado
Mantinha o Brasil - Colônia
Totalmente controlado
Todo Bem e produção
Era contado e tributado

Aqui cruzavam duas rotas
O Registro da Encruzilhada
Considerado um local ideal
Do viajante fazer parada
Também de um posto fiscal
Para a carga ser contada

Para que as Comarcas
Cumprissem a obrigação
Com o fiscal da coroa
Era feita a verificação
E procedida a contagem
De toda a produção.

Em razão do lugarejo
Ser rota de passagem
E um local propício
De fazer uma checagem
É que surgiu o nome
Da cidade de Contagem

Contam que a cidade
Não teve fundadores.
Quem construiu Contagem
Foram os trabalhadores
Em busca de oportunidade
Os grandes precursores

O Município se originou
De um pequeno povoado
Eram os homens das Bandeiras
Com escravos e bem armados
Os exploradores a procura
De pedras e metal dourado.

O apelido Das Abóboras
Como antes era chamada
Se deu devido a fruta
Que na época era plantada
Pelos os heróis bandeirantes
Demarcando onde passava

Foi erguida uma capela
São Gonçalo do Amarante
Conhecido na região
Como protetor do viajante
Hoje no lugar construída
Uma igreja elegante

Em Mil novecentos e onze
Foi elevada de arraial
A condição de município
Um local que era rural
Hoje está entre as quatro
Maiores da capital

Para superar o atraso
Econômico Mineiro
O então governador de Minas
Doutor Israel Pinheiro
Inaugurou a Cidade Industrial
Atraindo emprego e dinheiro

O progresso foi rápido
Teve bom planejamento
Logo foi instalada a Itaú
Grande fabrica de cimento
Que junto da Magnesita
Marcou o desenvolvimento

Depois foi implantado o CINCO
Centro Industrial de Contagem;
E a CEASA de Minas Gerais
Escolhido aqui para montagem
Que é orgulho da cidade
Por receber essa homenagem

Contagem ficou marcada
Todos devem se lembrar
Da greve dos metalúrgicos
Em pleno regime militar
Somou a democracia
Mais história para contar

O surgimento do Eldorado
Verdadeiro centro comercial
Fez da Avenida João César
Grande e importante radial
Ligando com a Via Expressa
Ao centro da capital

As fábricas existentes
Que geravam poluição
Ou foram extintas
Ou receberam imposição
De adequar suas máquinas
Para a nova condição

Hoje a cidade cresceu
Ficou em melhor condição
Temos metrô de superfície
Que facilita a condução
E muitas linhas de ônibus
Fazendo a integração

Contagem tem a feirinha
De artesanato mineiro
Todo sábado e domingo
Só de produto caseiro
Onde se compra de tudo
Sem gastar muito dinheiro

Contagem tem: o Eldorado, o JK
Santa Cruz, Maria Conceição.
Bernardo Monteiro, Água Branca
Glória, Riacho, São Sebastião
Perobas, Beatriz, Fonte Grande
Três Barras e o Parque São João

Tem o Itaú e o Big Shopping
Muita Jabuticabeira
A linda Vargem das Flores
Que é uma obra Mineira
A eficiente Transcon
E o Cartório Nogueira

A José Faria da Rocha
Que circula o progresso
A pracinha da Glória
Renovada com sucesso
E a Guarda Municipal
Coibindo os excessos

A famosa Casa de Cacos
Que aqui foi construída
Verdadeira obra de arte
Não pode ser esquecida
Foram mais de vinte anos
Para que fosse concluída

Gente que tem seus negócios.
Seus empregos, suas crenças.
Gente que vai ao Iria Diniz
Para tratar suas doenças.
Gente que não paga imposto
E tem várias recompensas

Isto posto povo amigo
Cidadão de coragem
Eu dedico este cordel,
Uma simples homenagem
Aos lutadores destemidos
Moradores de Contagem

02/11/2010

BRINCADEIRAS DA INFANCIA




Se você tem certa idade
Então deve se lembrar
De quando era criança
Gostava de brincar
Não existia violência
Nem risco de machucar

Há de se relembrar
Os bons tempos de paz
Onde havia respeito
Entre a moça e o rapaz
As brincadeiras de antes
Hoje, só lembrança nos traz

 Na rua toda de terra
Jogava bolinha de gude
Depois da tarefa escolar
Podia nadar no açude
Colar papagaio com grude
Ou então brincar de Pude

Se chovia jogava finca
Na terra macia e molhada
E se ali formava uma turma
Era a hora da pelada
No barranco a meninada
A de fora era esperada

Muitos preferiam as pipas
Sem cerol de cortar a mão
Outros gostavam de correr
Brincando de Pega Ladrão
E alguns mais quietinhos
Distraiam jogando Pião

Havia uma brincadeira
Que era pura emoção
Uma garrafa de duas bocas
Era desenhada no chão
Passava-se de um lado a outro
Para não ser pego no Garrafão

Brincar de pular corda
Era para turma animada
Eles de Rouba-Bandeira
As meninas na Queimada
Haja energia para a turma
Que nunca se cansava

Todas elas de mãos dadas
Alegres em roda cantava
Samba lê lê esta doente
Esta com a cabeça quebrada
Samba lê lê precisava
É de uma boa palmada

Outras mais comportadas
Ficavam contando historinhas
Brincando de Passar Anel
Ou lendo uma revistinha
Também reuniam na varanda
Cozinhando de mentirinha

Havia até competição
De acertos no Bilboquê
Para iniciar a brincadeira
Era com “sala me mim guê
O sorvete colorido
A escolhida foi você

 No terreiro de toda casa
A distração era a Amarelinha
No quarto passavam horas
Se fazendo de mamãe filhinha
Brincando de Pêra Uva Maçã
Ou jogando ioiô de gominha

Atirei o pau no gato
Mas o gato não morreu...
Não se canta mais a musica
No passado alguém escreveu
Já ninou muita criança
Hoje, todo mundo a esqueceu

Pergunte uma criança de hoje
É provável não vai responder
Como que se joga Benti-Altas
Porque não veio a conhecer
Esta divertida brincadeira
O tempo nos fez esquecer

Também não vai entender
Porque não conhece nem viu
As aladas formigas Tanajuras
Que tanto nos divertiu
Correr, pular e pega-las
Não da mais porque ela sumiu

 Brincar de fazer cabana
Tico Tim Queimado, Bambolê
Três Marias, Cobra Cega
Atualmente a gente não vê
Mãe da Rua, foi esquecida
Ninguém sabe porquê

Hoje não tem rua de terra
No asfalto é perigoso brincar
Os veículos trafegam velozes
Com perigo de acidentar
E ainda existe o risco
De um moleque assaltar

 Mas tem uma explicação
Talvez seja esta a questão
A violência tomou conta
De fora do nosso portão
Brincar no computador
É a melhor a solução.
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