La para os lados do Amazonas Dizem que um peixe cor de rosa Sai da água e vira homem Cheio de charme e todo prosa Deixando qualquer mulher Descontrolada e polvorosa
Geralmente acontece a noite Na hora do baile animado Que o misterioso peixe Em charmoso e perfumado Elegante e bem vestido Homem é transformado
Dizem que é do tipo polido Bonito e muito educado Com as suas preferidas Chega a ser delicado Gosta tanto de mulheres Que chega a ser um tarado
Não importa se é solteira Ou noiva que vai casar Bem casada, prostituta Ou mesmo tico-tico no fubá Quando o peixe vira homem Quer uma para namorar
Chega mansinho e sorrateiro Para ninguém desconfiar Escolhe a sua preferida E a convida para dançar E antes de acabar a musica A moça já esta a lhe beijar
Conversa vem, conversa vai E a moça escutando Promessa vai, promessa vem E ela se encantando É antes do final do baile Já estão se namorando
Quando chega a madrugada E o baile no finalzinho Os dois bem envolvidos Convida-a de mansinho Para passear na praia E fazer mais um peixinho
Os dois ficam a vontade Ate quase o amanhecer É quando os dois cansados Na areia vem adormecer Essa é à hora oportuna Para o peixe desaparecer
É o que dizem as mulheres Que na barriga vem carregar Um filho do primeiro homem Que lhe convida para dançar E não resiste o seu charme Acabando por se entregar
É apenas uma lenda Mas serve para justificar O feito da mulherada Que não agüenta segurar Quando vê um bonitão Vai logo se assanhar
E o pobre e inocente boto Fica como sendo o culpado Pelo erro da meretriz Que deveria ter pensado Não sair com qualquer um Sem o devido cuidado.
A copa de dois mil e quatorze Será mesmo aqui no Brasil Um evento internacional Que a CBF conseguiu Poderemos ver coisas hilarias Por essa decisão imbecil
Em doze capitais Brasileiras Os jogos se realizarão Podemos até imaginar O tamanho da confusão Que certamente ocorrerá Devido a multidão
São Paulo, Rio de Janeiro Brasília, Recife, BH Curitiba, Porto Alegre Fortaleza, Cuiabá Natal, Manaus, Salvador Também vão participar
Aqui não teremos problemas Com terremotos ou vulcões Mas haverá um Tsunami De gente com mas intenções Ao ver grandes jogadores Detentores de milhões
Os aeroportos das capitais Na época de feriadão Não conseguem atender Seu próprio cidadão Calcule então na copa Com os milhares que virão
O país terá muita gente De várias origens conhecidas Um simples e tranqüilo passeio Pode ser um ato suicida Porque aumenta a possibilidade De achar uma bala perdida
Para detonar uma greve É uma época propícia Pode ser de Pilotos Motorista, ou Taxista Metroviário, Aposentado Porque não até da Polícia
Corremos um grande risco Que poderá acabar mal Será que estamos preparados Para uma copa mundial O evento poderá transformar Em um vexame nacional
A vinda de tanta gente De renome e afortunada Desperta grande interesse Uma Idéia pode ser maquinada Escolher importante pessoa Para aqui ser seqüestrada
E se for seqüestrar alguém Vão apostar muita ficha Mesmo sabendo que o Messi É uma pessoa muita rica Pegarão logo o Joseph Blatter O presidente da FIFA
Pior será se o resgate Não for um certo milhão O que será vergonha e pior Para toda nossa nação Se o meliante for um fanático Exigir o Brasil campeão
É notícia para todo mundo ler Ninguém pode dizer que não Atraso na reforma dos estádios Um time pode ser campeão Acredite prezado cidadão No meio de uma construção
Não vou nem passar perto Onde os Estados Unidos jogar Depois que os Americanos O Bin Laden vieram a matar Vai que Al-Qaeda apareça Exploda o estádio para vingar
Veremos coisas absurdas Não se assuste se acontecer No meio de uma decisão Entrar um cidadão a correr Desviando dos seguranças Pelado só para aparecer
Se o juiz cometer um erro Ou se tiver uma jogada viril A torcida vai pegar pesado Se for contra o Brasil Vão atirar coisas no campo E xingar puta que pariu
Não se assuste se um time Jogar com camisa emprestada Pode acontecer no aeroporto De a bagagem ser desviada Ou se no próprio hotel As malas serem furtadas
Me envergonharei de ver Atraso para iniciar um evento Com transmissão ao vivo E tiver prorrogação do tempo Porque a delegação atrasou Presa no congestionamento
Nada disso eu desejo Espero estar enganado Quero que o Brasil de show Dentro e fora do gramado Que tudo acima descrito Seja só um cordel engraçado.
Redundância ou Pleonasmo É a mesma idéia repetida Em uma pequena frase De certa forma descabida Em situações tão comuns Que passam despercebidas
Existe também a Tautologia Que são formas de falar Ou mesmo de escrever Sem o redator notar Que repete a mesma idéia Na hora de comunicar
Ao exercitar sua retórica Tente deste cordel lembrar Ele não é recomendado Na hora de escrever ou falar Portanto no dia a dia Evite estas frases citar
Vou sair para fora Subir para cima é fato real Descer para baixo Por consenso geral E entrar para dentro Na Prefeitura Municipal
O segredo secreto A metade igual As estrelas do céu O acabamento final Todos foram unânimes Que vereador é municipal
Hemorragia de sangue Com a demência mental Degenerando para pior O protagonista principal Há muitos anos atrás Chegou a conclusão final
Uma novidade inédita Vai seguindo em frente A Viúva do falecido Deu previsão para futuramente Com sorriso nos lábios Deferiu favoravelmente
Teve de enfrentar de frente Um plebiscito da população Há cinco anos atrás Prevendo de antemão Comparecer pessoalmente Como elo de ligação
É sonhar um sonho Exultando de alegria Repetir de novo No amanhecer do dia E gritando bem alto A minha autobiografia
Vi com meus próprios olhos Demasiadamente excessivo Ganhando totalmente grátis O monopólio exclusivo A seu critério pessoal Sorrindo aquele riso
Foi um fato verídico Decapitar a cabeça da coitada Não tenho certeza absoluta Encarar cara a cara Na brisa matinal da manhã Como surpresa inesperada
Se antecipar para antes É retornar de novo ser criança A última versão definitiva Derradeira e última esperança Numa multidão de pessoas Criação da nova aliança
Relação bilateral entre dois Planos e projetos para o futuro Com empréstimo temporário Introduzir dentro é duro Detalhes minuciosos Labaredas de fogo no escuro
Este é o último verso Mas nem precisa dizer Você esta acompanhando Logicamente vai perceber Depois da ultima linha Não tem mais nada para ler.
ESTE CORDEL É UMA HOMENAGEM QUE DEDICO A CIDADE DE CONTAGEM/MG
A Coroa Portuguesa Com nosso país ocupado Mantinha o Brasil - Colônia Totalmente controlado Todo Bem e produção Era contado e tributado
Aqui cruzavam duas rotas O Registro da Encruzilhada Considerado um local ideal Do viajante fazer parada Também de um posto fiscal Para a carga ser contada
Para que as Comarcas Cumprissem a obrigação Com o fiscal da coroa Era feita a verificação E procedida a contagem De toda a produção.
Em razão do lugarejo Ser rota de passagem E um local propício De fazer uma checagem É que surgiu o nome Da cidade de Contagem
Contam que a cidade Não teve fundadores. Quem construiu Contagem Foram os trabalhadores Em busca de oportunidade Os grandes precursores
O Município se originou De um pequeno povoado Eram os homens das Bandeiras Com escravos e bem armados Os exploradores a procura De pedras e metal dourado.
O apelido Das Abóboras Como antes era chamada Se deu devido a fruta Que na época era plantada Pelos os heróis bandeirantes Demarcando onde passava
Foi erguida uma capela São Gonçalo do Amarante Conhecido na região Como protetor do viajante Hoje no lugar construída Uma igreja elegante
Em Mil novecentos e onze Foi elevada de arraial A condição de município Um local que era rural Hoje está entre as quatro Maiores da capital
Para superar o atraso Econômico Mineiro O então governador de Minas Doutor Israel Pinheiro Inaugurou a Cidade Industrial Atraindo emprego e dinheiro
O progresso foi rápido Teve bom planejamento Logo foi instalada a Itaú Grande fabrica de cimento Que junto da Magnesita Marcou o desenvolvimento
Depois foi implantado o CINCO Centro Industrial de Contagem; E a CEASA de Minas Gerais Escolhido aqui para montagem Que é orgulho da cidade Por receber essa homenagem
Contagem ficou marcada Todos devem se lembrar Da greve dos metalúrgicos Em pleno regime militar Somou a democracia Mais história para contar
O surgimento do Eldorado Verdadeiro centro comercial Fez da Avenida João César Grande e importante radial Ligando com a Via Expressa Ao centro da capital
As fábricas existentes Que geravam poluição Ou foram extintas Ou receberam imposição De adequar suas máquinas Para a nova condição
Hoje a cidade cresceu Ficou em melhor condição Temos metrô de superfície Que facilita a condução E muitas linhas de ônibus Fazendo a integração
Contagem tem a feirinha De artesanato mineiro Todo sábado e domingo Só de produto caseiro Onde se compra de tudo Sem gastar muito dinheiro
Contagem tem: o Eldorado, o JK Santa Cruz, Maria Conceição. Bernardo Monteiro, Água Branca Glória, Riacho, São Sebastião Perobas, Beatriz, Fonte Grande Três Barras e o Parque São João
Tem o Itaú e o Big Shopping Muita Jabuticabeira A linda Vargem das Flores Que é uma obra Mineira A eficiente Transcon E o Cartório Nogueira
A José Faria da Rocha Que circula o progresso A pracinha da Glória Renovada com sucesso E a Guarda Municipal Coibindo os excessos
A famosa Casa de Cacos Que aqui foi construída Verdadeira obra de arte Não pode ser esquecida Foram mais de vinte anos Para que fosse concluída
Gente que tem seus negócios. Seus empregos, suas crenças. Gente que vai ao Iria Diniz Para tratar suas doenças. Gente que não paga imposto E tem várias recompensas
Isto posto povo amigo Cidadão de coragem Eu dedico este cordel, Uma simples homenagem Aos lutadores destemidos Moradores de Contagem
Se você tem certa idade Então deve se lembrar De quando era criança Gostava de brincar Não existia violência Nem risco de machucar
Há de se relembrar Os bons tempos de paz Onde havia respeito Entre a moça e o rapaz As brincadeiras de antes Hoje, só lembrança nos traz
Na rua toda de terra Jogava bolinha de gude Depois da tarefa escolar Podia nadar no açude Colar papagaio com grude Ou então brincar de Pude
Se chovia jogava finca Na terra macia e molhada E se ali formava uma turma Era a hora da pelada No barranco a meninada A de fora era esperada
Muitos preferiam as pipas Sem cerol de cortar a mão Outros gostavam de correr Brincando de Pega Ladrão E alguns mais quietinhos Distraiam jogando Pião Havia uma brincadeira Que era pura emoção Uma garrafa de duas bocas Era desenhada no chão Passava-se de um lado a outro Para não ser pego no Garrafão
Brincar de pular corda Era para turma animada Eles de Rouba-Bandeira As meninas na Queimada Haja energia para a turma Que nunca se cansava Todas elas de mãos dadas Alegres em roda cantava Samba lê lê esta doente Esta com a cabeça quebrada Samba lê lê precisava É de uma boa palmada
Outras mais comportadas Ficavam contando historinhas Brincando de Passar Anel Ou lendo uma revistinha Também reuniam na varanda Cozinhando de mentirinha
Havia até competição De acertos no Bilboquê Para iniciar a brincadeira Era com “sala me mim guê O sorvete colorido A escolhida foi você
No terreiro de toda casa A distração era a Amarelinha No quarto passavam horas Se fazendo de mamãe filhinha Brincando de Pêra Uva Maçã Ou jogando ioiô de gominha
Atirei o pau no gato Mas o gato não morreu... Não se canta mais a musica No passado alguém escreveu Já ninou muita criança Hoje, todo mundo a esqueceu
Pergunte uma criança de hoje É provável não vai responder Como que se joga Benti-Altas Porque não veio a conhecer Esta divertida brincadeira O tempo nos fez esquecer
Também não vai entender Porque não conhece nem viu As aladas formigas Tanajuras Que tanto nos divertiu Correr, pular e pega-las Não da mais porque ela sumiu
Brincar de fazer cabana Tico Tim Queimado, Bambolê Três Marias, Cobra Cega Atualmente a gente não vê Mãe da Rua, foi esquecida Ninguém sabe porquê Hoje não tem rua de terra No asfalto é perigoso brincar Os veículos trafegam velozes Com perigo de acidentar E ainda existe o risco De um moleque assaltar
Mas tem uma explicação Talvez seja esta a questão A violência tomou conta De fora do nosso portão Brincar no computador
Fenômenos do dia a dia De bela e rara beleza Às vezes até comuns, Nos esclarecem a certeza Do porque de sua existência Na misteriosa natureza
As coisas não saem do nada Alguém tem que fazer E quando elas são belas Bom gosto tem que ter Quando elas são Divinas Iluminado é este ser
Quem será que organizou A intrigante cadeia alimentar, Onde o gafanhoto existe Para o sapo o devorar Este será engolido pela cobra Que a coruja irá matar
Porque as tartarugas Nascendo vão para o mar Poderia ir para terra firme Para sua fome saciar Quem foi que disse a elas Que o mar é o seu lugar
E a casa do João-de-barro Com a porta em detalhe sutil De costas para o vento e a chuva Muita gente não descobriu Fato sempre despercebido Por muito engenheiro civil
Quem criou a polinização Um cruzamento sem copular É a planta na intimidade Diante de todos a olhar Tendo como responsáveis O vento, os insetos e o ar
A nossa própria concepção Uma bela vida a iniciar Começa pela disputa Ao óvulo para fecundar Uma corrida de milhões E só um que irá chegar
E como explicar nosso corpo Tamanha é a perfeição O cérebro inteligente No comando de toda ação Irrigado pelo sangue da vida Impulsionado pelo coração
Não tem câmera mais perfeita Que a máquina de enxergar Alojada na cavidade óssea Iris, Retina e o Globo Ocular Sem ela não tem luz e cores Para as belezas contemplar
Quem cria também sabe Como tudo vai acabar Se for algo mal criado Com certeza irá descartar Mas se a criação for boa Ao seu lado vai eternizar
Quão belo é o poder dado Para o homem agir e pensar Uns se voltam para o bem, Estes têm merecido lugar Os que envolvem na maldade Ao criador terá que explicar
Quem criou tudo isto Em todos os detalhes pensou Inclusive um livro de instrução Em parábolas nos deixou E para esclarecer as dúvidas Seu único filho nos enviou
Só mesmo um grande ser Com poder sobrenatural É capaz de tudo realizar Desde o nosso ancestral Cuidando de cada detalhe De forma tão magistral
Dê o nome que quiser Para este notável criador Desde que o respeitem Com o merecido louvor Eu o venero chamando De grande Deus de amor.
O rico e o pobre têm Diferenças cruciais Que os fazem ser Totalmente desiguais Algumas chegam ser Realmente geniais
O que os diferencia É meramente coloquial Porque certa atitude Pode até ser igual Porem entre as classes Existe um diferencial
Há casos que a diferença É de ordem financeira O pobre ganha pouco Gasta tudo só na feira O rico ganhando bem Gasta tudo com besteira
O rico armado é precavido Pobre armado é assaltante O pobre na sinuca é viciado Rico no bilhar é elegante Rico com maleta é executivo Pobre com maleta é traficante
O rico paga imposto E o pobre prestação Pobre anda com vira latas O rico pastor alemão Pobre come sardinha E o rico come salmão
Rico comendo é gourmet E o pobre é esfomeado Rico com jornal é intelectual É o pobre é desempregado Pobre é sempre o réu O rico é sempre o jurado
Rico tem esposa E o pobre tem patroa Barco de rico é iate E o de pobre é canoa Rico fica no ócio E o pobre fica a toa
O rico come lagosta, O pobre come chuchu Rico viaja para a Europa Pobre viaja para Itu Rico bobo é nerd E pobre bobo é jacu
Rico coçando é alérgico E o pobre sarnento Rico põe creme nas mãos E pobre a mão no cimento Rico vai num puro sangue E o pobre no jumento
Música de rico é concerto Do pobre é de macumba Nome de rico é Estefani E de pobre é Katifunda Rico só leva vantagem Pobre só leva na bunda
Banheiro de rico é toalete E de pobre é privada O rico da urinada E pobre da mijada O rico faz côcô, E pobre uma cagada
O rico de brinco é moderno Pobre de brinco é viado Pobre traído é chifrudo Rico traído é enganado Rico transando é amor Pobre transando é tarado
O pobre viaja de ônibus Rico vai de avião Rico bebe whisk O pobre pinga com limão Rico solta punzinho E o pobre solta peidão
Rico implanta dente Pobre põe dentadura O rico come picanha E o pobre carne dura Filho de rico toma castigo E o de pobre toma surra
Rico de branco é doutor O pobre é sorveteiro Rico é dono de empresa E o pobre é biscateiro Enquanto rico vai à boate O pobre vai ao puteiro
Casa de rico é mansão E a de pobre é maloca Doce de rico é bombom Doce de pobre é paçoca Rico urina com pênis É pobre com a piroca
Rico correndo é atleta Pobre correndo é ladrão Rico medroso é prudente Pobre com medo é cagão Rico boiola é transformista Pobre boiola é viadão O pobre tem a vantagem Que o rico não convêm O rico que se descuida Acaba pobre também O pobre que é descuidado Nada perde porque nada tem. ------------------------------
O poeta se envergonha Na altura da sua idade De escrever estas linhas Sobre fatos da verdade Que acontecem todo dia Em qualquer uma cidade
Você pode ser do bem Ate um correto cristão Aquele que pratica ajuda Ao seu semelhante irmão Mas chega certo dia Não suporta a tentação
Antes de ficar reclamando Do político que acha ladrão Lembre-se que ao apontar Pra alguém o dedo da mão Tem um apontado para cima E três na sua direção
E fique você sabendo Que ate existe perdão Aos olhos do bom Deus Sendo pecado ou não Mas para o Dr. delegado O final e a repreensão
Compra recibo de dentista Na época da declaração Estaciona em fila dupla Na escola do garotão E ainda suborna o policial Se for pego na infração
Compra produto pirata Fala ao celular dirigindo Viola a lei do silêncio. Joga no bicho e no bingo E na vaga para deficientes Para, sai mancando fingindo.
Se vê um caminhão tombado E a carga espalhada no chão Estaciona o carro à frente E vai logo fazendo a seleção Veja se interessa o produto E vai logo enchendo o furgão
Troca os Vale-transporte Que a empresa lhe dá Compra cigarro e cerveja Com ticket para almoçar Fuma em lugar proibido Sem a placa respeitar
Quando em viagem de carro E ocorre congestionamento Perde a paciência faz errado E trafega no acostamento Irrita quem está correto Sem o menor constrangimento
Pega atestado sem estar doente Faz gato na luz e TV a cabo Adultera o velocímetro do carro Para dizer que é pouco rodado Registra o imóvel no cartório Abaixo do valor comprado
Troca voto por qualquer coisa Dirige mesmo alcoolizado Falsifica de tudo só não copia O que ainda não foi inventado Raramente devolve ao dono Um objeto que foi encontrado
Leva da empresa que trabalha Caneta, Clipes e papel. Vende melado de açúcar Falando que é o mais puro mel Fala na blitz da policia Que é parente de coronel
Fica alegre quando tem Uma viajem pela empresa Vai de ônibus e cobra táxi Com nota maior que despesa Põe de tudo no acerto Por simples e pura avareza
Sai mais cedo do trabalho O amigo é que bate o ponto Empresta dinheiro a juro Cobra tudo não dá desconto O trabalho da faculdade Paga caro e chega pronto
Por isto que entristecido O poeta deixa registrado Verdade tem que ser dita Ate parece engraçado É feio e todos reclamam Mas tudo aí é copiado
Você que esta aí sorrindo Preste bastante a atenção Abstenha do que não e seu Ajude a melhorar nossa nação Comece dando bom exemplo Não caindo nessa tentação